terça-feira, 29 de julho de 2014

Maior tristeza, melhor provisão

Um pequeno detalhe na vida de Elias ilustra a misericórdia de Deus. “Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-Se de que somos pó” (Sl 103:13-14).

Em três situações distintas Elias recebeu alimento da parte de Deus de forma milagrosa. Comparando estas três situações na sua ordem cronológica, vemos que, à medida que o ânimo de Elias diminuía e sua tristeza aumentava, a provisão de Deus se tornava mais especial e preciosa:

  • Logo no começo do seu ministério, cheio de coragem e vigor, Elias foi alimentado por corvos (I Rs 17:4);
  • Quando o ribeiro Querite secou e Elias começou a sentir os efeitos da sua fidelidade a Deus, Deus o alimentou através de uma viúva (I Rs 17:9);
  • Quando ele fugiu para o deserto e pediu que Deus tirasse a sua vida, Deus o alimentou através de um anjo (I Rs 19:5-7 — possivelmente o próprio Senhor; veja a expressão “Anjo do Senhor” no v. 7). 

Ser alimentado por corvos era algo impressionante e milagroso; mas corvos eram animais imundos para o povo de Israel. Ser alimentado por uma mulher era algo muito mais confortante (mesmo sendo um mulher viúva, pobre, sem recursos). Mas nada poderia se comparar ao privilégio de ser alimentado por um anjo de Deus. E Deus reservou este privilégio para a hora de maior fraqueza do Seu servo.

Podemos confiar na fidelidade de Deus, que sempre cuidará de nós em qualquer circunstância. E podemos nos alegrar na misericórdia de Deus, que reserva as mais sublimes bênçãos para os momentos de maior provação e dificuldade.

© W. J. Watterson

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